ST 11 - AFETIVIDADES E POLÍTICA: DIÁLOGOS POSSÍVEIS


AFETIVIDADES E POLÍTICA: DIÁLOGOS POSSÍVEIS
AFFECTIVITIES AND POLICY: POSSIBLE DIALOGUES
AFETIVIDADES Y POLÍTICA: DIÁLOGOS POSIBLES


Prof. Dr. Márcio José Pereira
Universidade do Estado do Paraná – Campo Mourão
marciomjp25@gmail.com

Prof. Dr. Rafael Athaides
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – Três Lagoas
rafaelathaides@gmail.com

Resumo: “O perigo é a coisa política desaparecer do mundo”. A preocupação de Hannah Arendt era muito pertinente quando resolveu se debruçar sobre a seguinte pergunta ‘O que é política? Pairava sobre os estudos históricos do político uma desconfiança, pautada na manutenção da História puramente como campo do exercício privilegiado da razão. Aliada a isso, estava a convenção, mais ou menos injusta, de que o estudo da política era o espelho da oficialidade. Assim, tanto no campo da História como da Filosofia, a História política estava sub judice, caracterizada como como prática epistemológica insuficiente. A partir de sua renovação, pós década de 1970, percebemos a abertura deste campo – entre outros avanços – para perspectivas atentas a ideias e práticas que se estruturam imbricadas em afetos e sensibilidades. Isso permitiu um outro olhar sobre as questões políticas a partir da relação entre razão e sentimentos na arena do poder. Assim, faz-se pertinente indagarmos sobre o papel das afetividades na construção do político. Serão aceitos debates e pesquisas que busquem compreender as imbricações e relações tecidas entre racionalidades, sentimentos e afetividades que participam e instituem o espaço e o campo do político na História. O estudo dos partidos, dos sujeitos políticos, da influência de intelectuais na estruturação dos grupos e movimentos políticos; as formas do exercício democrático, autoritário e/ou totalitário; a propaganda política; as formas de sociabilidade e de cidadania; o público e o privado; as configurações de repressão e violência institucionais e simbólicas; etc., terão espaço de diálogo nesse simpósio.

Palavras-chave: História, política, afetividades, diálogos